Por unanimidade, STJ vota para abrir processo administrativo contra Marco Buzzi

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em sessão realizada nesta terça-feira (14), deliberou, por unanimidade, pela instauração de processo administrativo disciplinar (PAD) para análise de condutas atribuídas ao Ministro Marco Buzzi, após a análise das conclusões da comissão de sindicância instaurada no dia 10 de fevereiro.
O Pleno decidiu, ainda, manter o afastamento cautelar do Ministro Buzzi até a conclusão do processo administrativo disciplinar.
Foram sorteados para compor a comissão responsável pela instrução do PAD os ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva, sob a presidência de Salomão. Como suplentes, foram os ministros Humberto Martins e João Otávio de Noronha.
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (14) a abertura de uma investigação contra Marco Buzzi, ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é acusado de assédio e importunação sexual.
Na decisão, Nunes Marques também negou um pedido de Buzzi para suspender a sindicância no STJ.
A instauração do inquérito atende a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliou os relatos das vítimas e as provas administrativas produzidas como suficientes para o início formal das apurações.
A manifestação favorável à investigação havia sido enviada a Nunes Marques, relator do caso no STF, no dia 31 de março pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O pedido da PGR prevê diligências por 60 dias sob sigilo.
Marco Buzzi é alvo de acusações envolvendo duas mulheres. O primeiro caso veio à tona após a denúncia de uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. Segundo os relatos, Buzzi teria tentado agarrá-la à força durante um banho de mar enquanto a família passava férias em um imóvel do magistrado em Santa Catarina.
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